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Rádio Mania FM - Ibatiba ES
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O município de Ibatiba, na região do Caparaó, decretou situação de emergência após um surto de Leishmaniose. De 20 casos, 12 foram registrados na localidade de São José de Meriti. O documento tem a validade de 180 dias.

Os casos registrados no município são da leishmaniose tegumentar americana, mais conhecida como “úlcera de bauru”, “nariz de tapir” e “ferida brava”. A primeira notificação do ano ocorreu no dia três de janeiro e, desde então, a quantidade de confirmações de casos tem aumentado.

A enfermeira Andressa Bonela explicou que a doença, transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos não oferece risco de morte. “Quando a ferida é recente, o risco é uma infecção secundária, mas não tem risco de morte. Se não curar, pode causar deformação no indivíduo depois de muito tempo”, explicou.

Bonela ainda disse que foi declarado surto devido por causa da concentração de casos no mesmo local. “Três casos estão em uma localidade, três em outra e os outros estão espalhadas pelo município”, disse. Existem poucos casos, sendo investigados, mas o número não foi divulgado.

Decreto

O decreto assinado no dia 9 de maio tem a validade de 180 dias. O objetivo do documento é o de atender as necessidades coletivas, urgentes e transitórias decorrentes do surto. A partir da publicação, o município fica dispensado da realização de licitação, passando a ter autorização para requisitar bens e serviços específicos para contenção da doença.

No documento está previsto que a leishmaniose é um problema de saúde pública e tem que ser obrigatoriamente notificada aos órgãos competentes, a doença sem tratamento pode ter graves consequências, inclusive, com comprometimento psicológico, com reflexos no campo social e econômico das vítimas.

Combate

Para evitar que outros casos sejam registrados, a administração realiza visitas de técnicos da Secretaria Estadual de Saúde, visitas nas localidades acometidas pela doença com avaliação dos animais domésticos, avaliação das moradias, borrifação de casas e anexos das localidades mais acometidas e orientações à população e capacitação de profissionais da saúde.

A doença

A leishmaniose tegumentar americana, conhecida popularmente pelos nomes caracteriza-se por apresentar feridas indolores (sem dor) na pele ou mucosas do indivíduo afetado. É causada por protozoários.

As fêmeas de mosquitos do gênero Lutzomyia são os vetores. Esses, de tamanho pequeno (menores que pernilongos), podem também ser chamados de mosquito-palha, birigui, cangalhinha, bererê, asa-branca ou asa-dura. Vivem em locais úmidos e escuros, preferindo regiões onde há acúmulo de lixo orgânico, e movem-se por meio de voos curtos e saltitantes.

Após ser picado, o paciente pode desenvolver a ferida em cerca de dez dias a três meses, caso o vetor esteja sendo hospedeiro desses protozoários.

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